Estratégia para a internacionalização da educação e investigação

Ampliar imagem Mais de 90 % do conhecimento global é produzido fora da Alemanha.

Em fevereiro de 2017, o Conselho Federal de Ministros da Alemanha aprovou a nova Estratégia do Governo Federal para a internacionalização da educação, ciência e investigação, que foi elaborada sob a égide do Ministério Federal da Educação e Investigação (BMBF). Esta Estratégia vem no seguimento da estratégia de internacionalização do Governo Federal de 2008. Ela quer dar resposta aos novos desafios e tendências, que entretanto surgiram, e que têm uma influência decisiva sobre a cooperação internacional em matéria de educação, ciência e investigação. Entre os novos desafios destacam-se a globalização, a digitalização, o desenvolvimento do Espaço Europeu da Investigação e a criação de novos centros de inovação globais, à margem dos pólos científicos tradicionais. A Estratégia centra-se em cinco objetivos concretos, que servem como princípios orientadores para as medidas que devem ser tomadas:

1.       Reforçar a excelência através da cooperação mundial

A excelência científica vive da troca de informações e da competitividade entre os melhores a nível mundial. O Governo Federal vai tomar medidas para continuar a reforçar a posição da Alemanha como pólo de educação e investigação atrativo em termos internacionais. Pretende-se igualmente eliminar entraves à mobilidade internacional de cientistas alemães. A Europa mantém-se, neste contexto, um importante ponto de referência. O Governo federal quer continuar a aprofundar o Espaço Europeu da Investigação.

2.       Desenvolver internacionalmente a capacidade de inovação alemã

Para a Alemanha como pólo de alta tecnologia é importante que esteja integrada nos fluxos do conhecimento e nas cadeias de valor. Uma eficiente interconexão internacional é equivalente a uma vantagem competitiva direta. O Governo Federal continuará a promover essa interconexão, sobretudo em relação a pequenas e médias empresas (PME) no contexto de colaborações inovadoras internacionais. Simultaneamente, pretendem-se criar as melhores condições-quadro para desenvolver colaborações, nomeadamente em relação à gestão da propriedade intelectual.

3.       Desenvolver a educação e qualificação em termos internacionais

A Alemanha tem um interesse vital relativo à cooperação internacional na área da formação profissional. Trabalhadores especializados com uma boa formação contribuem para o desenvolvimento sustentável em países parceiros, além de constituírem uma importante condição prévia para os investimentos de empresas alemãs em determinados países. O Governo Federal tomará medidas para reforçar as colaborações no âmbito da formação profissional com países industrializados e emergentes, bem como para aumentar a mobilidade de formandos e facilitar o reconhecimento de qualificações adquiridas no estrangeiro por trabalhadores especializados estrangeiros. O combate ao desemprego jovem na Europa continua a ser um objetivo central.

4.       Moldar a sociedade de conhecimento global em parceria com países emergentes e em vias de desenvolvimento

Muitos países emergentes e em vias de desenvolvimento constituem pólos ambiciosos da ciência e tornam-se parceiros cada vez mais importantes na criação de uma sociedade de conhecimento global. O Governo Federal continuará a desenvolver colaborações existentes com países emergentes e em vias de desenvolvimento e procurará criar novas parcerias. Nesse contexto, a digitalização oferece oportunidades significativas para que haja um maior acesso ao conhecimento. Juntamente com os nossos parceiros queremos divulgar as boas práticas do trabalho científico e contribuir para a implementação de normas e padrões comuns a nível mundial.

5.       Superar em conjunto os desafios globais

Os espaços económicos e científicos estão cada vez mais integrados e o mundo encontra-se a caminho de uma sociedade de conhecimento global. A digitalização contribui para acelerar essa tendência de forma acentuada. O número de projetos de investigação com participação internacional, financiados pelo BMBF, aumentou para mais do dobro entre 2009 e 2015. A cooperação em educação, ciência e investigação é particularmente forte dentro do Espaço Europeu da Investigação. A Europa, atualmente, é responsável por quase 25 % da produção do conhecimento a nível mundial e, no futuro, o sucesso económico da Europa dependerá do seu empenho nas áreas da investigação e inovação.

Os processos de inovação e produção globais abrangem cada vez mais países e setores da economia. Atualmente, cerca de um quarto da produção de valor das exportações alemãs resulta de bens previamente manufaturados no estrangeiro. Haverá um reforço dessa tendência nos próximos anos. Através da sua Estratégia para a internacionalização da educação, ciência e investigação, o Governo Federal quer contribuir para trilhar esse caminho. Mais sinergias, mais coerência, construir novas pontes: esses são os objetivos centrais para assegurar a competitividade da Alemanha e para encontrar soluções sustentáveis em relação aos grandes desafios globais.

Só durante este ano, o BMBF dedicará, por exemplo, 41 milhões de euros a colaborações com países emergentes e em vias de desenvolvimento para a criação de centros de ensino e investigação na África subsariana. Além disso, a partir de meados de 2017, cinco milhões de euros anuais destinar-se-ão à cooperação internacional em matéria de ensino profissional com países emergentes e em vias de desenvolvimento, através de parcerias público-privadas. No âmbito da cooperação internacional, será igualmente concedido apoio às PME com uso intensivo de investigação.

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Investigação de excelência: um microscópio ultramoderno

Federal Ministry of Education and Research