Região Ásia-Pacífico no foco da Conferência de Segurança

Os efeitos da crise económica e financeira, o crescente significado político mundial da região Ásia-Pacífico e as transformações no mundo árabe estão este ano entre os principais temas da 48ª Conferência de Segurança de Munique (MSC). Na conferência internacional, que se realiza de 3 a 5 de Fevereiro de 2012, cerca de 350 políticos e especialistas de mais de 60 países – entre os quais inúmeros Chefes de Estado e de Governo, bem como Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa – debaterão os actuais desafios da política externa e de segurança.

Wolfgang Ischinger Ampliar imagem (© picture alliance / dpa) Através da conferência, o coordenador da MSC, diplomata alemão Wolfgang Ischinger (foto), pretende dar um impulso ao debate político internacional, sobretudo no que toca aos temas da primavera árabe, da defesa europeia, da construção de uma abrangente comunidade euro-atlântica de segurança e das relações com os países emergentes da região asiático-pacífica. Em Munique, aguarda-se com grande expectativa a presença da Secretária de Estado Hillary Clinton e do Secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta. Os Estados Unidos estão actualmente a redefinir estrategicamente a sua política externa e de segurança, dando especial ênfase à região Ásia-Pacífico. O que este desenvolvimento significa para as relações transatlânticas deverá suscitar igualmente as atenções da MSC.

Do ponto de vista do Chefe da MSC, Wolfgang Ischinger, os EUA e a Europa continuarão a ser importantes parceiros no futuro e a cooperação transatlântica permanecerá como um fundamento das respectivas políticas externas. Contudo, ressalta Ischinger, a Europa deve encarar a mudança estratégica dos EUA como um sinal de alarme. O diplomata, de grande experiência internacional, considera indispensável um amplo conceito estratégico, a fim de garantir a capacidade futura da Europa no século asiático-pacífico. Por isto, a Conferência de Segurança de Munique de 2012 pretende contribuir para o estabelecimento de estreitas relações estratégicas entre a China, os novos centros de poder da região e a comunidade de segurança euro-atlântica.

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